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Diretório de Aracati manifesta apoio a presidenta Dilma e solidário com a direção estadual e nacional do seu partido

Há 35 anos atrás nascia no ABC paulista o Partido dos Trabalhadores, como resultado da  difícil luta do povo brasileiro contra a ditadura militar e pela redemocratização do país, o que incorporava o somatório das lutas das classes trabalhadoras das cidades e dos campos, o apoio das classes médias, dos intelectuais, da igreja progressista, e de toda a geração de brasileiros que na clandestinidade política, no exílio ou no próprio país, enfrentara a dura luta de 21anos contra o arbítrio. Superando dificuldades inimagináveis de quem se opõe a um sistema social, econômico e político de corte conservador e escravocata, o Partido dos trabalhadores conseguiu, ao longo do tempo, fazer-se referência nas mais expressivas lutas populares do período, ao mesmo tempo em que se firmava como exemplo de ética na política e de fidelidade aos sagrados compromissos com a cidadania, razão dos sucessivos êxitos eleitorais que culminaram com a assunção do então líder sindical Luiz Inácio Lula da Silva e da militante Dilma Vana Roussef à presidência na república.

No governo, o Partido dos Trabalhadores tem executado seus programas e projetos com a mais absoluta fidelidade aos compromissos ideológicos e programáticos assumidos para com a nação brasileira, daí resultando um desenvolvimento econômico voltado prioritariamente para a elevação do nível de vida dos trabalhadores e das camadas mais sofridas de nossa população, algo até então nunca ocorrido na história do nosso país, assim tem sido em todos os setores da vida nacional, com a implantação do maior programa de obras de infra-estrutura da história do país (realizado com recursos próprios e sem endividamento externo), envolvendo a construção das maiores usinas hidrelétricas do mundo, de portos, aeroportos, estradas, ferrovias, transposição do Rio São Francisco, estaleiros, construção naval de cabotagem, exploração de petróleo (incluindo a descoberta e exploração do pré-sal), usinas termo-elétricas e linhas de transmissão, etc, além de investimentos inéditos em saúde, educação, habitação, segurança nacional (forças amadas e polícia federal) e da realização de programas de largo alcance social, como o Luz Para Todos, o Minha Casa Minha Vida, o PROUNI, o FIES, o Ciência Sem Fronteiras, o Mais Médicos, os programas de micro-crédito e de apoio às secas e outras calamidades, e de um sem número de outros programas de interesse da população.

 

Tudo isso, aliado à recuperação do poder de compra do Salário Mínimo, à criação de mais de uma dezena de universidades e de centenas de novos cursos superiores em universidades já existentes, ao pagamento da dívida externa e ao crescimento da importância do Brasil no cenário internacional, especialmente após seu decisivo protagonismo na criação do BRICS e do G20, e de sua importância decisiva no fortalecimento do MERCOSUL, fizeram com que a classe dominante (os grandes capitalistas nacionais e internacionais), que sempre utilizaram a economia do país em proveito próprio, não se conforme com a melhoria de vida da classe trabalhadora, procurando a todo custo derrotar o governo do PT e seus aliados, inclusive com o objetivo de apropriar-se da imensa riqueza do pré-sal. Por isso o combate desleal e sem tréguas à Petrobras, para o qual utiliza o sistema de mídia (jornais, rádios e televisões) sobre o qual a sociedade não tem qualquer controle e dele também é vítima.

O Diretório do PT de Aracati-CE acompanha tudo isso com atenção e se declara solidário com a direção estadual e nacional do seu partido, na luta para vencer a vilania insana dos entreguistas e dos setores reacionários e conservadores, em suas tentativas de derrotar as políticas sociais adotadas pelos governos do Partido dos Trabalhadores.

Lutar e Vencer, Sempre!

Viva o Partido dos Trabalhadores!

Viva o povo Brasileiro!

Viva o Brasil

Aracati, 10 de fevereiro de 2015

PARTIDO DOS TRABALHADORES DE ARACATI-CE

Comissão Executiva Municipal

Nordestinos: preconceitos cruzados

Da Coluna Menu Político, no O POVO do domingo (2), pelo jornalista Plínio Bortolotti.

Certa vez, conversando com um grande empresário cearense do ramo de alimentos, ouvi dele uma história exemplar. Quando começou a mandar seus produtos para o sul, ele retirou da embalagem qualquer marca que pudesse identificar a fabricação nordestina, inclusive omitindo o endereço completo da empresa. Como na época era permitido, ele omitia os dados completos da localização da fábrica, anotando o seguinte endereço na embalagem: “BR 116, km tal”, sem enunciar o nome da cidade.

Como poucos sabem o modo como uma rodovia é demarcada, ficava mascarado o exato local da sede da empresa. Foi a forma encontrada para driblar o preconceito contra produtos fabricados no Nordeste. O mais irônico, contou, acontecia em recepções das quais participava: era comum ouvir elogios de “madames” ao produto, considerando-o “delicioso”, em comparação com a “má qualidade” do que era fabricado no Ceará. O empresário, silenciosamente, divertia-se: “Mal sabiam elas que comiam o que era feito aqui bem pertinho”.

Lembrei da história devido à onda de preconceito que assomou com mais vigor depois da reeleição de Dilma Rousseff (PT) à presidência. “Burro” foi a mais gentil ofensa com a qual os nordestinos foram brindados – a escala passava por xingamentos diversos, chegando ao ponto de preconizar um holocausto contra a “raça”. Observem: há uma cerca simbólica (se pudessem muitos a fariam real) de Minas Gerais para cima em que tudo se torna indistinto e abominável. Para esse tipo de gente todos os nordestinos são “burros”; vagabundos, que preferem uma rede ao trabalho; e vivem dolentemente às expensas da riqueza gerada por São Paulo: “Non ducor duco” (não sou conduzido, conduzo) está inscrito brasão da capital paulista.

São Paulo é apenas, digamos assim, um símbolo, dessa má ideia, que encontra adeptos nos demais estados do Sul e Sudeste. Não é por acaso que todo migrante nordestino, chegando a São Paulo, não importa a origem, vira imediatamente “Ceará”; se cair no Rio de Janeiro, é “Paraíba”.

Desditosamente, como podemos observar pela história do empresário, esse preconceito encontra guarida entre os próprios nordestinos, não sei se campeia entre as outras classes, ou apenas entre a “elite”. Assim, o preconceito tem uma espécie de efeito dominó: o Sul/Sudeste tem preconceito contra os nordestinos de modo geral e, estes (normalmente os privilegiados) têm seus próprios “nordestinos”: os pobres, aqueles que vivem nos interiores, no “sertão”.

O que é, senão isso, o ódio contra o Bolsa Família, que desaguou em uma “leva de preguiçosas” que não aceita mais trabalhar na casa da madame a troco de um quartinho insalubre e um salário miserável? O que é senão a revolta do sinhozinho contra o trabalhador rural que não se deixa mais escravizar? O que é isso senão a ironia contra o pedreiro que fica “botando banca”, sem aceitar uma diária que mal dá para pagar a quentinha e a passagem do ônibus?

Meus irmãozinhos, leiam o editorial do jornal O Globo (28/10/2014), e ponham a mão na consciência.

União para construção de um país de todos

CIdão1

É hora de união e não desunião. União para construção de um país de todos, não precisamos brigar com amigos e familiares e muito menos levar a política para o campo pessoal. O que devemos compreender é que estamos escolhendo o destino do nosso país, lugar onde vamos criar nossos filhos e netos. Gostamos muito de elogiar o exterior e países desenvolvidos, mas muitas vezes absorvemos atitudes egoístas. Um exemplo é dá as costas para nossa realidade e negar programas sociais que são elogiados no exterior e que tiraram o Brasil do mapa da miséria. O que precisamos compreender é que país rico é país sem pobreza e sem exploração da classe trabalhadora. São essas pessoas que movimentam nossa economia. É a classe trabalhadora que dá sustentação para o real desenvolvimento de qualquer nação. E quando falo em classe trabalhadora, falo também do pequeno empresário, do autônomo, do profissional liberal, do micro-empreendedor. Essas classes também fazem parte da verdadeira riqueza de nossa nação. Somos todos trabalhadores, é esse ciclo que desenvolve nosso país. Vamos pensar bem nessa hora e escolher quem realmente nos representa. Porque achar que explorando os mais carentes vamos nos desenvolver sozinhos é o mesmo que nos fecharmos em nossas casas, olhar nosso quintal florido e vivemos um mundo que só existe para nós. Essa não é a missão de um político, nem muito menos de um cidadão que nos deu a oportunidade de lhe representar. A missão de todos é seguimos unidos trabalhando por um país em que todos possam ter as mesmas chances de crescimento intelectual. Só assim vamos vencer, quando o cidadão sair do seu quintal para percorrer praças e ruas sem descriminação e sem preconceito, num país mais humano e mais igualitário, com as mesmas condições entre todos os membros da sociedade. Valorizar o salário mínimo é, antes de tudo, valorizar o ser humano, valorizar você e assim florir o jardim de todos. Não vamos deixar que nosso país vire uma selva. Já celebramos os 500 anos do descobrimento do Brasil, precisamos continuar as mudanças. Lembro aqui do saudoso Rubem Alves, no seu texto “Política e Jardinagem”: “Os descobridores, ao chegar, não encontraram um jardim. Encontraram uma selva. Selva não é jardim. Selvas são cruéis e insensíveis, indiferentes ao sofrimento e à morte. Uma selva é uma parte da natureza ainda não tocada pela mão do homem. Aquela selva poderia ter sido transformada num jardim. Não foi. Os que sobre ela agiram não eram jardineiros. Eram lenhadores e madeireiros. E foi assim que a selva, que poderia ter se tornado jardim para a felicidade de todos, foi sendo transformada em desertos salpicados de luxuriantes jardins privados onde uns poucos encontram vida e prazer”. Mais uma vez peço a todos união, vamos pensar em nosso país e não somente em um jardim para poucos.