União para construção de um país de todos

CIdão1

É hora de união e não desunião. União para construção de um país de todos, não precisamos brigar com amigos e familiares e muito menos levar a política para o campo pessoal. O que devemos compreender é que estamos escolhendo o destino do nosso país, lugar onde vamos criar nossos filhos e netos. Gostamos muito de elogiar o exterior e países desenvolvidos, mas muitas vezes absorvemos atitudes egoístas. Um exemplo é dá as costas para nossa realidade e negar programas sociais que são elogiados no exterior e que tiraram o Brasil do mapa da miséria. O que precisamos compreender é que país rico é país sem pobreza e sem exploração da classe trabalhadora. São essas pessoas que movimentam nossa economia. É a classe trabalhadora que dá sustentação para o real desenvolvimento de qualquer nação. E quando falo em classe trabalhadora, falo também do pequeno empresário, do autônomo, do profissional liberal, do micro-empreendedor. Essas classes também fazem parte da verdadeira riqueza de nossa nação. Somos todos trabalhadores, é esse ciclo que desenvolve nosso país. Vamos pensar bem nessa hora e escolher quem realmente nos representa. Porque achar que explorando os mais carentes vamos nos desenvolver sozinhos é o mesmo que nos fecharmos em nossas casas, olhar nosso quintal florido e vivemos um mundo que só existe para nós. Essa não é a missão de um político, nem muito menos de um cidadão que nos deu a oportunidade de lhe representar. A missão de todos é seguimos unidos trabalhando por um país em que todos possam ter as mesmas chances de crescimento intelectual. Só assim vamos vencer, quando o cidadão sair do seu quintal para percorrer praças e ruas sem descriminação e sem preconceito, num país mais humano e mais igualitário, com as mesmas condições entre todos os membros da sociedade. Valorizar o salário mínimo é, antes de tudo, valorizar o ser humano, valorizar você e assim florir o jardim de todos. Não vamos deixar que nosso país vire uma selva. Já celebramos os 500 anos do descobrimento do Brasil, precisamos continuar as mudanças. Lembro aqui do saudoso Rubem Alves, no seu texto “Política e Jardinagem”: “Os descobridores, ao chegar, não encontraram um jardim. Encontraram uma selva. Selva não é jardim. Selvas são cruéis e insensíveis, indiferentes ao sofrimento e à morte. Uma selva é uma parte da natureza ainda não tocada pela mão do homem. Aquela selva poderia ter sido transformada num jardim. Não foi. Os que sobre ela agiram não eram jardineiros. Eram lenhadores e madeireiros. E foi assim que a selva, que poderia ter se tornado jardim para a felicidade de todos, foi sendo transformada em desertos salpicados de luxuriantes jardins privados onde uns poucos encontram vida e prazer”. Mais uma vez peço a todos união, vamos pensar em nosso país e não somente em um jardim para poucos.